18 de julho de 2011

Metaforicamente falando...

O amor… é frágil como uma pétala de rosa largada no vento, que desliza suavemente pelas paredes internas da alma. Os sentimentos são todos eles frágeis, mas o amor é mais, porque o desejamos acima de qualquer coisa, porque temos sempre medo de o perder quando o encontramos, e tantas vezes ficamos sem saber como lidar com ele. Nasce, por coisa nenhuma, instala-se num canto qualquer nosso escondido, e vai crescendo ao sabor dos dias, do alimento invisível que lhe vamos dando. Muitas vezes cresce torto, e deixamos de lhe dar alimento, e ele morre de inanição, morre sem darmos conta. Mas tantas vezes, o amor existe nas pedras toscas que apanhamos no chão, e nem lhe ligamos, desprezamos, ignoramos, quiçá até maltratamos porque não tem a forma que sempre procuramos, como se apenas fosse amor, aquela perfeição utópica que um dia idealizamos na nossa mente, e que talvez não corresponda a absolutamente nada na vida real. Mas o amor também tem espinhos, como as rosas, belas, perfumadas, perfeitas, com os seus espinhos, finos e aguçados, pontiagudos, que ferem quem tenta tocar-lhe sem cuidado, como o amor. É preciso delicadeza para colher uma flor tão delicada, sem estragar, sem machucar. E às vezes sente-se o perfume, guarda-se a beleza do encantamento da flor, quando nos cruzamos com ela, e apenas e só isso, nos enche a alma de sensações brutalmente inexplicáveis, e ficamos apenas como espectadores sem colher, sem tocar na flor, apenas e só admirando-a…

8 comentários:

N. Barcelli disse...

Na minha opinião, estás cheia de razão...
Mas o amor falha muito porque, na maioria dos casos, nasce de fora para dentro, quando devia ser o contrário. Para que o amor perdure, é preciso que o interior seja compatível, que haja química...
Gostei muito do teu ponto de vista e da maneira como o expuseste.
Querida amiga, tem uma boa semana.
Beijo.

Eva Gonçalves disse...

O problema é que o amor não é um sentimento... aí é que as pessoas se confundem! Não é de todo! Mas sim, uma competênca... que se adquire , ou não... :) Beijinho

Sotnas disse...

Olá Moi, desejo que tudo permaneça bem contigo!

Tivéssemos nós humanos a consciência da fragilidade da vida, creio que faríamos tudo com todo o cuidado que o ser humano é capaz, tratávamos de tudo como tratamos a delicada flor, para que não perca uma pétala sequer. O fato triste é que somente poucos se importam com os próprios e os alheios sentimentos, uma pena mesmo!
Belo escrito de muito belas metáforas, e uma bela imagem também, aliás com sempre o faz nestes teus belos espaços, que tão agradável me sinto em neles estar. E agradecendo tua amizade e visitas eu deixo meu desejo que você e todos ao redor sejam sempre felizes, abraços e até mais!

Moi disse...

NB,
Não, o amor não falha... nós é que falhamos, quando o impedimos de nascer de dentro para fora como falas...

Beijos!

Moi disse...

Sotnas,
É verdade sim, a vida é o que de mais frágil temos, e não temos essa real consciência, ou melhor, esquecemo-la tantas vezes, agindo sempre como se fossemos eternos.

Tudo de bom também para ti!
Obrigado sempre pela tua presença tão atenta e cuidadosa.

Beijos!

Moi disse...

Eva,
Hmmm... esse teu comentário necessita de algo mais fundamentado, na minha modesta opinião, o amor é algo etéreo, não palpável, que se constrói passo a passo, mas não chega a ser uma competência, ou então seria muito racional e deixaria de ser amor (porque este não é qualificável, quantificável...)

Beijos

Marcela disse...

Muito bom seu texto. O amor morre mesmo de inanição...por falta de chão firme ele escorre e vai embora pelo ralo...

Moi disse...

Marcela,
Não tenhas a menor dúvida disso.

Beijos